Curitiba - O Tribunal de Contas da União (TCU) enviou ontem ao Senado uma relação com as obras públicas que devem ter o repasse de recursos suspensos em virtude de apresentarem irregularidades na sua execução. No Paraná, uma das obras que o TCU recomendou a suspensão do envio das verbas previstas no orçamento é um trecho da BR-478 que liga Campo Mourão a Porto Camargo, que integra o chamado Corredor do Mercosul.
A auditoria do TCU encontrou indícios de que houve fraude na licitação para escolher a construtora responsável por um lote pela pavimentação e ampliação de um trecho de 21 km da rodovia. Os técnicos descobriram que a Construtora Triunfo havia celebrado um contrato com a empresa Pavimar, prevendo o repasse de 5% do valor total do contrato caso a Triunfo saísse vencedora da licitação. De acordo com o TCU, a prática indica um conluio entre as duas empresas para que a Pavimar desistisse da concorrência e a Triunfo fosse a vencedora da licitação, o que acabou ocorrendo. O valor total do contrato, firmado em 1998, é de R$ 10,1 milhões.
Os técnicos do TCU também questionam o fato da Triunfo ter repassado o contrato para outra construtora, a CBEMI, que já havia vencido a licitação de outro lote. Os representantes das três empresas devem ser ouvidos em uma audiência, junto com o representante do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) à época, para que os fatos sejam esclarecidos.

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