Brasília O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai recomendar ao Congresso Nacional a revogação da lei que instituiu o voto impresso nas urnas eletrônicas. Segundo o presidente do TSE, ministro Nelson Jobim, o voto impresso, testado em alguns estados, ``não agrega segurança`` ao sistema de votação. Jobim destacou, no entanto, que a experiência foi importante para que o TSE tenha um dado concreto sobre a ``inconveniência do voto impresso``.
De acordo com levantamento do TSE, cerca de 90% dos eleitores que usaram esse sistema não conferiram a impressão, confirmando a votação sem a verificação dos nomes. Ele destacou, no entanto, que o tribunal também assumirá as decisões ``equivocadas`` que tenha tomado, como a decisão de manter em uma mesma tela os votos dos dois candidatos ao Senado.
Mas essa questão poderá ser avaliada com tempo, uma vez que a renovação de dois terços do Senado só ocorrerá em 2010. Ele admitiu que a decisão do TSE acabou confundindo o eleitor, que esperava uma mudança de tela para continuar seu voto, o que teria contribuído para aumentar o tempo de votação.
As dificuldades do voto com módulo de impressão foram motivo de brincadeira de Jobim com o governador eleito do Paraná, senador Roberto Requião (PMDB), autor da lei. Jobim, que ligou para Requião, sugeriu (brincando) que a votação no Estado fosse refeita usando módulos de impressão.

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