Tribunal não recebe a defesa de Belinati
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segunda-feira, 26 de março de 2001
Maria Duarte De Curitiba Lino Ramos de Londrina 
O Tribunal de Contas do Estado (TC) não recebeu a defesa do ex-prefeito Antonio Belinati (sem partido) em relação à auditoria realizada pelo órgão nas contas da Prefeitura de Londrina nos anos de 1998 e 1999. O prazo terminou ontem, mas segundo o TC os documentos podem ter sido enviados pelo Correio. Mesmo que cheguem mais tarde, a documentação será aceita se estiver datada até o dia 26.
Além de Belinati, nenhum dos outros responsáveis por autarquias e fundações da Prefeitura enviou defesa, de acordo com o protocolo do TC. Segundo o Tribunal, os desvios de finalidade na administração municipal de Londrina, nos anos de 98 e 99, somaram R$ 70,9 milhões. A auditoria ainda será submetida a plenário.
Belinati disse ontem que as irregularidades foram apontadas sob o ponto de vista do TC, mas agora um auditor da prefeitura (no caso o ex-secretário de Fazenda de sua administração, Jair Gravena), vai prestar as informações. Por norma do Tribunal, compete à própria auditoria do município prestar as informações, afirmou.
Sobre as acusações do TC de que em sua administração ocorreram gastos estranhos, ditos de perfumaria, como um reembolso de R$ 21,8 mil que teria recebido por despesas de alimentação em 99, Belinati disse que não havia lógica em cobrar a conta de empresários ou autoridades convidadas a visitar Londrina. Nós estamos muito tranquilos porque esse gasto não é de um dia, de um mês ou de um ano. Se você analisar o benefício que pode conseguir para a cidade quando convida alguém e o recebe bem em Londrina, é uma coisa fantástica, afirmou.
Belinati também alegou que os gastos com a equipe de basquete, frente de trabalho e entrega de cesta básica aos servidores, além de outros atos considerados irregulares, ocorrem há 10 anos. Ele disse ainda que o auditor Jair Gravena irá mostrar que houve respaldo legal para todos os gastos de sua administração. Vamos aguardar a posição dos conselheiros do TC, quando essas contas forem analisadas em plenário.
Outros nomes que constam do relatário da auditoria do Tribunal de Contas são José Roberto Froés da Motta, ex-superintendente da Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensão dos Servidores (Caapsmel); Mário Stamm Junior, ex-presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul); Antonio José Der Bedrossian, do Serviço Municipal de Saúde; Agajan Antonio Der Bedrossian, ex-presidente do Fundo Municipal de Saúde; Gustavo Santos, da Administração de Cemitério e Serviços Funerários (Acesf); Mauro Maggi, Sandra Lucia Graça Recco e Rubens Canizares, ex-presidentes da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA); José Righi de Oliveira, ex-secretário de Obras e responsável pelo Pavilon; Luiz César Guedes, do Fundo de Desenvolvimento de Londrina; além de Kakunen Kyosen, ex-presidente da Comurb e do Fundo de Urbanização de Londrina.


