O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná negou ontem a liberação da avião do ex-prefeito Jairo Gianoto (sem partido), que está com os bens indisponibilizados desde o início de outubro. O bimotor Chayenne, fabricado em 1981, prefixo PT-OPC, está avaliado em US$ 650 mil. Assim que teve os bens bloqueados, Gianoto alegou que havia vendido o avião mas não anexou na defesa inicial a documentação comprovando o negócio. Os advogados dele entraram então com pedido de liberação diretamente ao TJ.
No tribunal, a defesa do ex-prefeito apresentou cópia do recibo de venda, que mesmo autenticada não foi acatada. O TJ quer a comprovação da veracidade do documento. O avião, junto com todos os bens de Gianoto, foram indisponibilizados a partir da inclusão do seu nome no processo por improbidade administrativa, que corre contra o ex-secretário de Fazenda Luis Antônio Paolicchi e outros três servidores. Duas colheitadeiras, silos e a safra da fazenda de Gianoto já foram sequestrados pela Justiça.
Os advogados comunicaram à Justiça que o ex-prefeito pretende devolver tudo que recebeu ilegalmente. Além das duas colheitadeiras, avaliadas em R$ 200 mil e que já estão em Maringá, a quantia ser devolvida chega a R$ 1,1 milhão - segundo cálculos da defesa.
Gianoto é piloto e sempre teve aviões. Três meses depois de assumir o cargo de prefeito, segundo Paolicchi, ele trocou um Piper avaliado em R$ 686 mil por um Baron, pagando cerca de R$ 250 mil a mais. Ainda em 1997, Gianoto comprou o Chayenne que, segundo pilotos de Maringá, está em perfeitas condições apesar de 20 anos de uso.

mockup