A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná negou ontem, por unanimidade, pedido de revogação da prisão preventiva do prefeito de Mariluz (35 quilômetros a sudoeste de Umuarama), o padre licenciado Adelino Gonçalves (PMDB). Gonçalves, que está preso em Curitiba há dez dias, é acusado de ser o mandante de um duplo homicídio: o assassinato de seu vice-prefeito, Aires Domingues (PPS), e do presidente do diretório do PPS em Mariluz, Carlos Alberto de Carvalho.
A lei garante foro privilegiado a dententores de mandato público, motivo pelo qual o prefeito está sendo julgado pelo TJ. Na última terça-feira, a Procuradoria Geral de Justiça encaminhou ao tribunal a denúncia-crime contra o prefeito. Gonçalves foi notificado para apresentar defesa num prazo de 15 dias. Votaram contra o recurso do prefeito os três integrantes da 1ª Câmara Criminal: o relator Jonny Campos Marques e os desembargadores Clotário Portugal e Moacir Guimarães.
Ontem, a Folha não conseguiu ouvir o advogado Claudio Dalledone Júnior, que defende o prefeito no âmbito criminal. Seu celular estava desligado e ele não retornou aos dois recados deixados em seu escritório. Gonçalves nega ser o mandante do crime, ocorrido em 28 de fevereiro.
Além do prefeito, estão presos três acusados de participação no duplo homicídio: o pistoleiro José Lucas Gomes, autor dos disparos; o chefe da Divisão de Compras da Prefeitura de Mariluz, Alexandro do Nascimento; e o secretário de Ação Social, Elcio Farias. Os dois últimos são acusados de comprar o veículo usado no crime.

mockup