Curitiba - Apesar do prazo para partidos políticos e coligações registrarem seus candidatos no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná ter acabado no último 5 de julho, o processo de análise dos registros de candidatura só começou a ''engrenar'' na última terça-feira, quando foram deferidos pelo órgão 121 candidatos. Antes da sessão do dia 25, apenas 16 registros tinham sido analisados pelo TRE. Até as 19 horas de ontem, foram deferidos 303 candidatos no total. Cerca de 600 candidaturas ainda deverão ser analisadas. Entre os candidatos ao governo do Estado, Osmar Dias (PDT), Ana Lúcia Pires (PRTB) e Antonio Roberto Forte (PSL) já foram deferidos.
Entre aqueles que já podem disputar o pleito em outubro ''sem problemas'', estão alguns candidatos das siglas PRTB, PT, PTN, PL, PAN, PHS, PMN, PTC, PCdoB, PTdoB, PP, PDT, PTB, PRONA, PSL, PV, PRB e PSB. Nenhum candidato do PSDB ou do PMDB teve seu registro analisado até agora pelo TRE. A assessoria do órgão explicou que não há uma ordem prevista em lei para análise dos registros, mas que os candidatos que estiverem com a documentação completa ou que não tenham sofrido pedido de impugnação geralmente passam para a frente da fila. Os casos mais ''complexos'' ficam para o final.
Até o dia 15 de julho, quando terminou o prazo para pedidos de impugnação de candidaturas, 19 solicitações foram feitas ao TRE. Do total de pedidos, seis estão relacionadas à união entre tucanos e peemedebistas nas eleições majoritárias (coligação Paraná Forte) e proporcionais (coligação Paraná Mais Forte). Parte da ala tucana é contrária à coligação porque o governador Roberto Requião (PMDB), candidato à reeleição pela coligação Paraná Forte, não ofereceria palanque ao candidato do PSDB à presidência, Geraldo Alckmin. O vice na chapa encabeçada pelo governador é o deputado estadual Hermas Brandão (PSDB).
Os outros 13 pedidos de impugnação se referem a candidatos do PT (5), PMDB (4), PSDB (1), PFL (1), PPS (1) e PSB (1). Nenhum dos casos ainda foi julgado pelo TRE. A impugnação, o registro do candidato e as questões relativas a homonínia (candidato que apresenta o mesmo nome para a urna eletrônica) serão julgados em uma só decisão. O prazo final para o julgamento das candidaturas é dia 23 de agosto.
Dez pessoas que haviam se registrado renunciaram à disputa eleitoral de outubro. Pelo artigo 51 da resolução nº 22.156, ''é facultado ao partido político ou à coligação substituir candidato que for considerado inelegível, renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver seu registro cassado, indeferido ou cancelado''. Até agora, já foram realizadas duas substituições: no lugar de Luiz Alberto Lopes da Silva entrou Nelson Lauro Luersen (PDT), e no lugar de Sérgio Antonio Terres entrou o ex-candidato a deputado estadual Anatólio Novaes da Silva, que agora concorre a candidato federal.
Não há previsão de quando a candidatura do ex-deputado federal José Borba (PMDB) será analisada pelo TRE. Borba renunciou ao mandato na Câmara Federal para escapar do processo de cassação por envolvimento no escândalo ''mensalão''.

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