Tribunal deve rever regras para prestação de contas
Curitiba - O presidente eleito do Tribunal de Contas (TC) do Paraná, Ivan Bonilha, disse ontem que pretende modificar, por meio de uma resolução ou até mesmo de um projeto legislativo, as atuais normas para prestação de contas dos municípios. A questão é alvo de polêmica desde o ano passado, uma vez que muitos prefeitos consideram as regras vigentes rígidas demais, sobretudo no que diz respeito à aplicação de multas.
"Há uma intenção firme de rever alguns procedimentos aqui dentro do Tribunal, não diria para facilitar a vida do administrador, mas para otimizar o trabalho de prestação de contas." Ele também negou que exista mais complacência do TC para com o governo do Estado do que para com as prefeituras, como sugerem alguns gestores. "O rigor que existe é o rigor burocrático", disse.
Entre as modificações previstas estariam algumas exigências burocráticas de preenchimento de planilhas e informações que são "não necessárias ou até inúteis para aferir convênio e admissão de pessoal". "Tenho certeza que vai agilizar muito e não vejo isso como uma frouxidão no empenho de bem tomar as contas", completou.
Questionado sobre a sua proximidade com o governador Beto Richa (PSDB), que o nomeou para a Procuradoria-Geral do Município de Curitiba e, em seguida, para o mesmo cargo no governo do Estado, Bonilha foi taxativo. "Eu nunca fui filiado a partido político. Fui convidado para ser procurador-geral do município por um critério extremamente técnico, porque havia sido advogado eleitoral do então candidato a prefeito. Era servidor de carreira desde 1993 e acho absolutamente vazio, até indigno de uma pessoa que assume um cargo de tamanha estatura, se levar por uma proximidade ou alguma identidade de origem." Presente à cerimônia, Beto também defendeu "a independência, o respeito e a harmonia entre os poderes". (M.F.R.)





