Curitiba - Continua sem validade a licitação em que a Cavo foi vencedora, no final de 2004, para fazer a coleta de lixo e a limpeza urbana em Curitiba por mais cinco anos. O presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Oto Sponholz, indeferiu ontem o agravo protocolado pela Cavo, já que em primeira instância a Justiça havia dado liminar suspendendo a licitação que contratou a empresa. A Cavo presta serviços de limpeza pública há quase dez anos à prefeitura da Capital. Por causa da decisão, o prefeito Beto Richa (PSDB) vai assinar um novo contrato emergencial com a própria Cavo. Os serviços de limpeza pública já estavam sendo realizados, desde o final de outubro, por meio de um contrato emergencial, que venceu justamente ontem.
O procurador-geral do município, Ivan Bonilha, informou que o contrato emergencial que deve ser assinado nos próximos dias tem validade de 90 dias. O valor é de cerca de R$ 16,5 milhões, o mesmo que já vinha sendo pago. O contrato de licitação suspenso pelo TJ tem valor de R$ 353 milhões. O procurador acredita que a sentença final sobre o caso não deve demorar muito a sair, porém não descartou a possibilidade de um novo contrato de emergência no final de abril, caso necessário. O secretário municipal de Meio Ambiente, Domingos Caporrino, explicou que a renovação foi feita com a própira Cavo porque é muito difícil uma empresa trazer toda a logística para cidade de uma hora para outra. A coleta de lixo não vai parar na cidade.
A polêmica em cima da renovação do contrato entre a prefeitura de Curitiba e a Cavo está acontecendo desde o último dia 28 de dezembro, quando os vereadores do PPS propuseram uma ação popular pedindo o cancelamento da licitação, que foi deferido pela Justiça estadual dois dias depois. Na ação o partido alegou que a licitação foi ''direcionada para favorecer a Cavo'' e que foi feita rapidamente para que o contrato fosse assinado antes que o prefeito Cassio Taniguchi (PFL) saísse do cargo.
A Cavo informou, por meio de sua assessoria, que vai estudar mais detalhadamente a ação proposta pelos vereadores do PPS ''para tomar as medidas jurídicas cabíveis e recorrer da decisão, já que acredita que participou de um processo ético de licitação.''

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