O prefeito afastado de Londrina, Antonio Belinati (PFL), sofreu quinta-feira nova derrota no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. O ex-advogado da família, ClSmerson Merlin ClSve, havia ingressado com um recurso chamado ‘‘agravo regimental’’ contra decisão do desembargador Ulysses Lopes, que manteve Belinati afastado do cargo. Esta foi a segunda tentativa de derrubar a decisão de Lopes.
O agravo regimental foi encaminhado para o primeiro grupo de câmaras civis, composto por oito desembargadores do TJ e presidido pelo desembargador Pacheco Rocha. Por maioria de votos, os desembargadores rejeitaram o recurso, esgotando as possibilidades de Belinati em segunda instância (TJ). Segundo a assessoria de imprensa do TJ, o caso agora só poderá ser decidido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
Inicialmente, a defesa tentou derrubar a decisão do juiz da 8ª Vara Cível de Londrina, José Roberto Pinto Junior, que determinou o afastamento de Belinati do cargo por 90 dias. Mas os recursos foram indeferidos pelo desembargador Ulysses Lopes. ClSve ingressou, então, com um mandado de segurança e com um agravo de instrumento contra a decisão do desembargador.
A ação civil que afastou Belinati foi proposta pelo Ministério Público de Londrina. O prefeito é acusado de ser o principal responsável por um esquema que fraudou 23 licitações na Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), no valor de R$ 212 mil. O dinheiro teria sido desviado, entre outras finalidades, para as campanhas eleitorais do deputado estadual Antonio Carlos Belinati (PSB) – filho do prefeito – e do deputado federal José Janene (PPB). Os deputados também foram denunciados na ação e tiveram os bens indisponíveis. Outros 10 réus, entre eles ex-secretários municipais, também foram citados.
O MP argumenta que é importante Belinati estar afastado do cargo para que ele não possa utilizar a máquina administrativa para atrapalhar as investigações.

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