Tribunal de Justiça estuda refazer licitação da aeronave
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quinta-feira, 06 de setembro de 2012
José Lazaro Jr. <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná estuda refazer a licitação vencida pela empresa Helisul, para fretamento de avião turbo-hélice. A informação foi repassada à FOLHA pelo presidente do TJ, Miguel Kfouri Neto, em entrevista concedida ontem. O pregão ainda não foi homologado pela administração do tribunal, pois a aeronave indicada pela Helisul não teria contemplado todos os itens do edital. A questão permanece sob análise do TJ.
Kfouri Neto criticou o tratamento dado pela imprensa ao fato, que ele considera de menor importância diante dos investimentos feito pelo TJ no juizado de primeiro grau. ''O TJ mudou, não é só Curitiba. São 161 comarcas pelo interior do Estado, distantes da capital. A minha presença pode não refrescar em nada a situação desses lugares, mas tinha lugar em que a presidência do TJ nunca tinha visitado, para avaliar as condições de trabalho. Foi assim em Salto do Lontra, no Sudoeste do Estado'', alegou o magistrado.
''Jatinho é invenção da imprensa, pois falar em avião não causa o mesmo impacto. Jatinho é coisa de rico ou de empreiteiro, portanto incompatível com a atividade do Judiciário. Temos mais de 10 mil servidores, 800 juízes e 250 prédios no Paraná. O Judiciário tem que ser ágil'', argumentou Kfouri Neto. A aeronave doada pelo CNJ, segundo ele, está sem condições imediatas de uso. ''O orçamento inicial, de manutenção e troca de peças, ficou em R$ 218 mil, mas deve sair mais caro. Quem tem nos socorrido em casos de emergência é o governo do Paraná'', disse o presidente do TJ. Ele nega a intenção de fretar um helicóptero, como já faz o Tribunal de Justiça de São Paulo.


