Após permanecer preso por nove dias na cadeia de Astorga, o prefeito de Santo Inácio (Norte), João Batista dos Santos (PMDB), obteve ontem no Tribunal de Justiça do Paraná liberdade provisória. Ele foi preso em flagrante no último dia 17, acusado de corrupção passiva, já que, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), estava com R$ 9 mil que teria acabado de receber de uma empresa responsável pela construção de uma creche na cidade.
O funcionário Ademilson Aparecido Jacob, que teria entregue o dinheiro, e o dono da empresa, Mario Juliano Kazou Tamia, também foram presos, mas conseguiram reverter a prisão. O empresário, de Apucarana, foi preso em Curitiba.
Para deferir a liberdade provisória, ou seja, o direito do prefeito responder em liberdade, o relator do processo, desembargador Lídio José Rotoli de Macedo, entendeu que ''o fato imputado ao acusado, embora grave, envolvendo, em tese, a prática de crime contra a ordem pública e a livre concorrência, não há nos autos, neste momento, elementos suficientes para manutenção da sua segregação''.
O TJ também acatou pedido de abertura de inquérito policial contra o prefeito que, na esfera penal, tem foro privilegiado e responderá pelo crime de corrupção passiva no Tribunal.

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