O juiz do Tribunal de Alçada do Paraná (TA), Eduardo Fagundes, concedeu ontem habeas corpus ao vereador de Arapongas Sérgio Onofre da Silva (PMDB). O vereador teve a prisão preventiva decretada no dia 23 de março pelo juiz da Vara Criminal da Comarca, Carlos Alberto Ritzmann, por denúncia de formação de quadrilha e estelionato. Durante todo o período, Silva permaneceu foragido.
Silva e outras três pessoas que também tiveram decretadas as prisões preventivas são suspeitos de terem enganado um empresário português no chamado ''golpe do chute''. O empresário teria entregado ao grupo US$ 30 mil para serem convertidos em reais, mais um ágio de 10%. O dinheiro nunca teria retornado.
No despacho, o juiz do TA alegou que o vereador ''permanecendo ausente, por mais de três meses, das sessões ordinárias da Câmara Municipal, este afastamento poderá acarretar, inexoravelmente, a perda de seu mandato, fato este inadmissível nesta fase probatória, sob pena de presunção de culpabilidade''. O juiz ainda ressaltou que Silva tem ''endereço certo, trabalho definido e família constituída, estando, portanto, vinculado ao distrito da culpa''.
O delegado de Arapongas, Sérgio Barroso, disse que já tomou conhecimento da decisão do TA. Segundo o delegado, nenhum dos outros três suspeitos foi localizado pela polícia. A reportagem tentou entrar em contato com os advogados de Silva, Osvaldo de Souza Calixto e Adolfo Góis, mas eles não foram localizados.

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