Curitiba Superfaturamento, desvios de verbas e de finalidade e não cumprimento de prazos são as principais irregularidades detectadas pelos órgãos que fiscalizam as obras de prefeituras e governos estaduais. Um acordo de cooperação técnica entre o TCU e o TCE vai tentar coibir esse problemas e agilizar a fiscalização. Parceria entre os dois tribunais foi assinada ontem pelo ministro-presidente do TCU, Valmir Campelo, e pelo presidente do TCE, conselheiro Henrique Naigeboren, e tem validade de dois anos.
O acordo autoriza o TCE a fiscalizar toda aplicação de dinheiro federal no Estado. O Paraná foi o primeiro a receber a renovação do acordo. ''O objetivo é estreitar as relações'', disse Campelo. Ele explicou que as obras, muitas vezes, podem apresentar irregularidades em um tribunal e estar regular em outro. ''Queremos garantir que o dinheiro público seja aplicado corretamente'', reforçou Valmir Campelo.
O presidente do TCU assumiu o cargo em janeiro e tem viajado pelos estados a fim de dar palestras para prefeitos e governadores sobre uma correta prestação de contas dos recursos federais utilizados. Ele explica que não existe uma estatística para avaliar qual estado ou município apresenta maior número de irregularidades.
O TCU também participa, na próxima semana, de um seminário luso-brasileiro sobre auditorias. O objetivo é fazer um documento que sirva de modelo para realização de auditorias no Brasil e em Portugal.

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