Os tribunais estouraram o orçamento deste ano com o pagamento de salários. O estouro deve-se ao reajuste de 11,98% e de parcelas retroativas pagas a seus servidores sem a previsão de verba para essa despesa extra. Agora, estão ameaçados de chegar ao fim do ano sem dinheiro para o 13º salário.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio de Mello, se encontraria ontem à noite com o ministro do Planejamento, Martus Tavares, para discutir esse problema.
Somente a Justiça do Trabalho, composta pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e por 24 tribunais regionais, solicitou crédito suplementar de R$ 1,8 bilhão, que corresponde à metade do orçamento de 2001, de R$ 3,6 bilhões.
A questão preocupa o presidente do TST, ministro Almir Pazzianotto, que anunciou que deixaria de repassar recursos a cinco tribunais que já não têm mais dinheiro para pagar a folha normal de dezembro.

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