São Paulo - O Tribunal Regional Federal da 3 Região, em São Paulo, rejeitou o pedido de habeas corpus em favor de Humberto Braz, apontado nas investigações da Polícia Federal como o braço direito e o intermediário do banqueiro Daniel Dantas numa suposta tentativa de subornar um delegado. Com a decisão da desembargadora federal Hamza Tartuce do TRF, Braz, que já ocupou a presidência da Brasil Telecom, continuará detido na penitenciária de Tremembé (SP). A prisão de Braz foi decretada no último dia 8, quando foi deflagrada a operação. No mesmo dia foram presos Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito Celso Pitta. Depois de cindo dias foragido, Braz se entregou no dia 13.
Na semana passada, o empresário foi denunciado (acusado formalmente) pelo Ministério Público Federal pelo crime de corrupção ativa. Ao lado do consultor Hugo Chicaroni, também preso, ele teria oferecido US$ 1 milhão a um delegado da Operação Satiagraha para que o nome de Dantas e de familiares dele fossem excluídos da investigação. Toda a negociação do pagamento foi autorizada pela Justiça Federal. Em depoimento, Chicaroni afirmou que a ordem de suborno partiu de Dantas. Braz manteve-se em silêncio.

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