O desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo, Roberto Haddad, devolveu para o Ministério Público Federal (MPF) uma das duas exceções de suspeição contra juíza Adriana Pillegi de Soveral. As exceções foram protocoladas por procuradores que investigam o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB). Haddad quer que o MPF detalhe melhor as acusações feitas contra a juíza da 8 Vara Criminal Federal.

Os procuradores acusam Adriana de favorecer Maluf e pedem o seu afastamento do processo que investiga as supostas contas e fundos em nome do ex-prefeito e familiares na Suíça e no paraíso fiscal das Ilhas Jersey. A volta de uma das exceções de suspeição para o MP deixa suspensa, temporariamente, a tramitação da outra. O desembargador espera a nova manifestação da Procuradoria para decidir se aceita ser também o relator da segunda.

Os procuradores argumentam que a juíza tem favorecido o acusado em suas decisões e alegam que ela ''não possui mais a necessária isenção e imparcialidade para o processamento e julgamento do feito, devendo ser imediatamente afastada''.

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