Curitiba - O desembargador federal Élcio Pinheiro de Castro, do Tribunal Regional Federal (TRF) de Porto Alegre, negou habeas corpus ao ex-diretor do Banestado Aldo de Almeida Júnior, e ao ex-gerente de Câmbio do Banestado de Foz do Iguaçu Benedito Barbosa Neto, e pediu para que os mesmos aguardem decisão de mérito da 8 turma recursal do tribunal. Ambos são acusados de fazerem parte de um esquema de remessa ilegal de US$ 1,97 bilhão para o exterior através das chamadas contas CC-5. Os advogados dos ex-funcionários entraram com o pedido na última sexta-feira. Na nota distribuída pela assessoria do TRF, não há as razões do desembargador para a negativa.
O ex-diretor de Finanças e Controle do Banestado Alaor Alvim Pereira, que está foragido, ainda tenta evitar sua prisão. O advogado que cuida da sua defesa ingressou ontem com uma ação no TRF, pedindo a suspensão da prisão preventiva decretada contra o ex-diretor.
Além dos três, o ex-assessor da diretoria de Câmbio José Luiz Boldrini e os ex-gerentes da agência de Foz Luiz Acosta e Carlos Donizeti Sprícido também tiveram suas prisões preventivas decretadas pela Justiça Federal, mas ainda não haviam entrado, até o início da noite, com ações no TRF para suspender a medida. Com exceção de Alvim Pereira, todos encontram-se presos na sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba desde o dia 3, quando agentes da PF realizaram uma operação para prender os ex-funcionários.
A PF ainda realiza buscas para encontrar Alvim Pereira. Segundo o advogado do ex-diretor, Francisco Rego Monteiro Rocha, Alvim Pereira não entrou em contato com a família até agora. O advogado acredita que o fato do ex-diretor estar foragido não influenciará na sentença dos desembargadores do TRF. (Colaborou Leandro Donatti)

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