O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Brasília, suspendeu ontem à noite a prisão preventiva de Alberto Coury Júnior, acusado de envolvimento no esquema de desvio de verbas na Sudam. Coury Júnior é sócio do empresário José Osmar Borges (ex-sócio de Jader Barbalho, PMDB-PA), que foi preso ontem à noite, em Cuiabá.
O presidente do TRF-DF, Tourinho Neto, concedeu o habeas-corpus a Coury, que estava preso desde segunda-feira, quando teve prisão preventiva decretada pelo juiz Jeferson Schneider, da 2ª Vara da Justiça Federal, em Cuiabá (MT), junto com outros cinco suspeitos.
Os advogados do empresário alegaram que a prisão preventiva dele foi decretada com base apenas em ‘‘conjecturas e suposições’’. Schneider baseou o pedido de prisão na garantia de preservação de provas e na alegação de que sua liberdade estimula a criminalidade. O presidente do TRF refutou as alegações e concedeu a liminar garantindo a soltura do empresário.
Coury Jr. chefiava, até maio de 2000, o serviço de operações do Centro de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal. Sua vinculação com Osmar Borges foi descoberta depois de uma apreensão de documentos realizada pela própria PF em empresas de Osmar Borges.
Foram encontrados projetos aprovados pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) em nome de Coury Jr, comprovante de repasses de dinheiro que totalizam R$ 1,8 milhão de Borges para Coury e um contrato de empréstimo de R$ 3 milhões do empresário para Borges.

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