Maringá - O Tribunal Regional Federal da 4 Região acatou a apelação da Procuradoria da República e aumentou a pena de prisão do ex-secretário de Fazenda de Maringá, Luiz Antonio Paolicchi, de nove anos e 15 dias para 11 anos, oito meses e 15 dias. Com o acórdão, acabam as chances de Paolicchi requerer liberdade condicional em dezembro próximo, mês em que terá cumprido um terço da pena original.
Por dois votos contra um, os desembargadores do TRF reconheceram o crime de formação de quadrilha contra o ex-secretário. Na primeira sentença, Paolicchi havia sido absolvido deste crime pelo juiz Alexei Alves Ribeiro, de Maringá, sendo condenado apenas por peculato, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
No mesmo processo, os ex-funcionários municipais Rosemeire Castelhano e Jorge Aparecido Sossai, que assinavam junto com Paolicchi os cheques desviados da Prefeitura de Maringá, também tiveram as penas ampliadas. De três anos em regime aberto passaram para seis anos e nove meses em regime semi- aberto. Com a mudança do regime, eles ficam sujeitos a cumprir a sentença em uma colônia penal.
O advogado Moiséis Zanardi, que defende o ex-secretário de Fazenda, disse ontem que Paolicchi recebeu a notícia de forma tranquila. Adiantou que irá recorrer do acórdão, sustentando a tese de que não houve crime de formação de quadrilha. Zanardi acredita que tem chances de reduzir a pena porque um dos desembargadores votou a favor da manutenção da sentença original. Além disso, o juízo de primeira instância desconsiderou a formação de quadrilha ao proferir a sentença.
Paolicchi foi condenado em janeiro do ano passado e é o único entre mais de 100 envolvidos nos desvios da Prefeitura que está preso. O ex-secretário responde a mais seis processos criminais - um na Justiça federal, outros cinco na Estadual - sob acusação de participar de um esquema que desviou mais de R$ 100 milhões dos cofres municipais entre os anos de 93 e 2000.

mockup