Curitiba - O governador Roberto Requião deu ontem posse a três dos 27 novos secretários de Estado: Rafael Iatauro, chefe da Casa Civil desde 30 de março de 2006; tenente-coronel Anselmo José de Oliveira, chefe da Casa Militar desde 14 de janeiro de 2003; e Jair Ramos Braga, secretário de Estado de Justiça e Cidadania desde 9 de janeiro de 2006. A solenidade de posse dos secretários foi numa tenda montada no estacionamento lateral do novo prédio do Centro Cívico (o antigo esqueleto do fórum abandonado de Curitiba). Nenhum deles discursou.
  Apesar de terem oficialmente tomado posse ontem, nenhum dos secretários têm convicção de que permanecerão nos cargos. Requião poderá fazer alterações a qualquer momento e nomear secretários novos. Ele não quis adiantar nomes para a imprensa. Em recente entrevista à Folha, confidenciou que deverão ser mantidos quase todos os secretários do governo anterior. ‘‘Vão ser basicamente os mesmos’’, adiantou. Antes da campanha, alguns secretários haviam deixado os cargos. Diretores das secretarias e autarquias assumiram. Estes poderão ser os primeiros a serem mudados. São os casos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano, da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e da Companhia Paranaense de Habitação (Cohapar).
  Também deverão ser empossados nos próximos dias os 21 diretores gerais e subschefes de secretarias. O vice-governador Orlando Pessuti foi o único a discursar na cerimônia. Disse que todos os companheiros do novo governo deveriam saber que ontem foi o primeiro dia de um novo mandato e que os próximos quatro anos teriam que ser muito mais repletos de realizações do que o anterior. ‘‘Hoje sabemos como funciona o governo. Sabemos como agir e para onde ir. Teremos pela frente uma grande jornada. Vamos colocar o Paraná no cenário nacional’’, disse Pessuti, que foi apontado como o articulador estadual da campanha de Requião à presidência da República em 2010. Requião não quis falar sobre o futuro político. ‘‘Esses objetivos distantes podem atrapalhar os interesses do Paraná. Vamos antes fazer um bom governo. A presidência deixamos para o Lula’’, despistou Requião. (L.P.)

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