O ex-diretor de Trânsito e Transporte da CMTU Wilson Santos de Jesus foi o único de cinco funcionários da companhia investigado no esquema de cancelamento irregular de multas de trânsito considerado inocente em processo disciplinar instaurado após um sindicância apontar sua possível participação. Três funcionários foram exonerados e uma foi suspensa.
Segundo a sindicância, instaurada em março do ano passado, após investigação do Ministério Público (MP), Jesus teria se beneficiado com cancelamento de multa aplicada ao seu próprio veículo em 2008 e sido negligente para apurar denúncias de fraudes no setor, além de ter supostamente prestado informações falsas para beneficiar um dos investigados. No processo discplinar, Jesus, que nega as acusações, foi absolvido.
O conteúdo da acusação e da defesa não foi revelado à imprensa. A assessoria de imprensa da companhia disse que cópias da sindicância e do processo disciplinar serão entregues ao Ministério Público na próxima segunda-feira.
À então coordenadora de Fiscalização de Trânsito, Maria do Socorro dos Anjos Silva, a comissão aplicou pena de suspensão das atividades por 30 dias. O entendimento é de que ela não agiu de má fé. Três funcionários receberam pena de demissão por justa causa: o agente de trânsito Eduardo Brazão Pereira; o coordenador de Fiscalização de Comunicação Visual Maurício Teixeira dos Anjos; e Rogério Duque de Oliveira, que era coordenador administrativo e demitiu-se há poucas semanas, antes de receber a carta de exoneração. A comissão também investigava Leandro da Silva Crepaldi, mas ele exonerou-se logo após a abertura do processo.
Crepaldi, Brazão, Duque, Teixeira e Maria do Socorro respondem a processo por crime de falsificação de documentos públicos, que tramita na 2 Vara Criminal de Londrina.
O presidente da CMTU, Carlos Alberto Geirinhas, disse que desconhecia a conclusão do processo ontem, ao ser questionado pela imprensa. ''Não sabia que existia essa decisão pela punição. Teremos que cumprir'', limitou-se a afirmar. Alexander Fermino, que acompanha a coletiva, interferiu: ''As deliberações da comissão estão no RH (departamento de Recursos Humanos) e por isso o Geirinhas ainda não teve acesso.'' (L.C.)

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