Três reeleitos e um novato na Assembleia
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de outubro de 2018
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 

Londrina e região ganharam um deputado a mais que na Legislatura passada. Eram três, todos reeleitos. E agora serão quatro, incluindo o novato Boca Aberta Júnior (PRTB), filho do vereador cassado de Londrina Boca Aberta (Pros), que também disputou essas eleições, graças a uma liminar, e conseguiu uma vaga na Câmara Federal (leia mais nesta edição).
Eleito para seu terceiro mandato na Assembleia Legislativa, o médico londrinense Tercílio Turini (PPS) obteve 46.100 votos. Ele afirma que a disputa na região Norte é muito difícil por haver grande número de candidatos. "Outras cidades não lançam tanto candidato. Isso acaba dispersando muito os votos", declara.
De acordo com Turini, a região poderia ter mais representantes na Assembleia. Ele ressalta que, além da pulverização de votos devido ao alto número de candidatos, há muita gente votando em políticos de fora. "O candidato a deputado estadual mais votado (Delegado Francisquini - com mais de 427 mil votos) teve 30 mil votos só em Londrina. E deve ter pisado só uma ou duas vezes na cidade."
De acordo com Turini, por ser filiado ao mesmo partido e coordenar a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) no Paraná, Francisquini aproveitou a "onda" de votação no presidenciável, que quase venceu a eleição no primeiro turno. O deputado do PPS ressalta que, no mandato que termina em dezembro, manteve independência do governo Beto Richa (PSDB) . E que mantém uma boa relação com Ratinho Júnior, cujo partido (PSD) está coligado com o dele no Paraná "Vamos construir um projeto bom para Londrina e região", diz Turini.
Em relação ao segundo turno das eleições presidenciais, ele afirma que a tendência do partido é não apoiar oficialmente nenhum dos candidatos, liberando seus filiados. "Mas com certeza não iremos com o PT", declara.
Eleito para o segundo mandato com 46,9 mil votos, Cobra Repórter (PSD) também afirma que a eleição foi complexa devido ao descrédito em relação aos políticos. "Trabalhamos muito e o povo aprovou nosso trabalho, tanto que fizemos mais votos que na outra eleição." Do mesmo partido do governador eleito, ele acredita que o próximo mandato será bem positivo.
No primeiro turno, Cobra apoiou o presidenciável paranaense Alvaro Dias (Podemos) e agora vai de Bolsonaro. "Entendo que o momento que o País atravessa é muito difícil. Espero que o Bolsonaro possa pelo menos amenizar a situação política. O PT de novo seria um retrocesso muito grande."
Outro reeleito da região, Tiago Amaral (PSB), definiu a eleição como "maluca". Ele obteve 79,4 mil votos - o deputado estadual mais votado na região de Londrina - e diz que vários fatores influenciaram para que a campanha fosse diferente. "O descrédito em relação à política é enorme. E a eleição foi toda pela internet. Se não fosse a internet, a abstenção seria muito maior", alega Amaral.
No próximo mandato, Amaral quer se firmar como o candidato da região. "Minha relação com o governador eleito é excelente. Somos amigos e trabalhamos juntos (no governo Beto Richa)", afirma. Quanto ao segundo turno presidencial, afirma que, mesmo que o PSB decida apoiar Fernando Haddad (PT), ele vai de Bolsonaro. "Vou alinhado com o Paraná que votou em peso no candidato do PSL."
A reportagem não conseguiu contato com Boca Aberta Júnior.


