Três ex-secretários são investigados na CGM
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sábado, 06 de julho de 2013
Edson Ferreira <br>Reportagem Local 
Três ex-secretários municipais de Londrina da gestão Barbosa Neto (2009-2012) estão sendo investigados pela Corregedoria-Geral do Município (CGM). Conforme levantamento feito pela reportagem, estão em fase mais adiantada dois processos administrativos disciplinares contra a ex-secretária de Educação, Karin Sabec, por supostas irregularidades na aquisição de livros didáticos e de uniformes escolares na modalidade "carona". Também estão sendo investigados Fábio Reali, que ocupou a Gestão Pública, e Neiva Sefrin, que comandou a Secretaria do Trabalho, Emprego e Renda.
Como servidores de carreira, os três estão sujeitos ao estatuto específico da categoria e se, ao final dos procedimentos, ficar comprovada a participação em irregularidades que tenham causado prejuízos à administração, podem ser condenados à exoneração. No mês passado, os servidores Dênison Utiyamada e Elisângela Arduin foram punidos com demissão porque teriam "contribuído para causar lesão ao erário", na ordem de R$ 1,1 milhão, ao "facilitar" a concessão de um aditivo irregular à empresa Proguarda.
De acordo com o corregedor-geral Alexandre Trannin, "quando é identificado que houve dolo, quando se percebe que o erro foi intencional, trata-se de uma situação grave". Mesmo após a sentença da CGM, o servidor ainda tem direito de recorrer ao conselho de corregedores e, em último caso, ao prefeito.
Um dos procedimentos contra Karin, aberto pelo envolvimento dela na compra dos livros "Vivenciando a Cultura Afrobrasileira e Indígena" e na compra de uniformes escolares na modalidade "carona", já passou pela fase de instrução e o prazo da CGM para a publicação da sentença vence no próximo dia 31. Na Justiça comum, a ex-secretária foi condenada por improbidade administrativa pela compra dos livros. O outro fato, a compra de uniformes por "carona", gerou ação civil pública por ato de improbidade administrativa em que o Ministério Público (MP) do Paraná pediu a devolução de R$ 6,6 milhões aos cofres municipais.
Karin também deverá ser ouvida nos próximos dias no procedimento administrativo, aberto pela CGM, que apura indícios do envolvimento dela na tentativa de aquisição de 34 mil kits de material escolar, ao custo de R$ 8,2 milhões. O MP sustenta ter havido superfaturamento de preços no edital ou direcionamento devido à excessiva especificação dos itens. A compra acabou não sendo feita. Atualmente, Karin trabalha no setor administrativo de uma escola municipal.
Afastado das funções públicas por decisão judicial, o ex-secretário de Gestão Pública Fábio Reali está sendo investigado em sindicância disciplinar que apura a participação dele na licitação fraudulenta, segundo o MP, realizada no ano passado para a compra de kits de uniformes escolares. Teriam sido desviados mais de R$ 9 milhões dos cofres públicos, conforme o MP, num suposto conluio envolvendo a empresa paulista G8 e fábricas de uniformes de Apucarana (Norte).
A investigação contra Reali foi aberta no ano passado e deve ser concluída no dia 21 de setembro. Se houver indícios da participação dele, abre-se um procedimento administrativo que vai estabelecer a punição.
Embora esteja sem trabalhar há dez meses, Reali, que é técnico de gestão municipal, recebe normalmente os seus vencimentos. A volta dele ao cargo já foi solicitada à Justiça de Londrina pela prefeitura, alegando que não haveria mais prejuízos à investigação, que foi concluída pelo MP, mas ainda não houve decisão.
A assistente social Neiva Vieira, que comandou a Secretaria Municipal do Trabalho, Emprego e Renda, criada na gestão passada, também está sendo ouvida em sindicância aberta devido a suposta negligência na prestação de contas do Programa Projovem. Segundo informações da prefeitura, Neiva esteve de licença prêmio até o último dia 29 de junho. Assim que retornou, saiu novamente sob licença médica de 60 dias, até o dia 2 de setembro.
A reportagem tentou falar com os três ex-secretários sobre as investigações na CGM, mas eles não atenderam às ligações nem retornaram os recados deixados na caixa postal.


