O ex-diretor-presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Mário Stamm Júnior, foi condenado pela Tribunal de Contas a devolver R$ 402 mil ao município em razão da prestação irregular de subvenção financeira à Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec), burlando a Lei de Licitações.
Ele disse à Folha que ainda não foi notificado mas irá apresentar sua defesa. ‘‘Foram trabalhos de extrema importância e relevância para o município, que deram suporte para a eloboração do Plano Diretor de Londrina e a projetos, serviços e ações no sistema viário’’, comentou.
O ex-secretário de Obras e diretor do Serviço de Pavimentação de Londrina (Pavilon), José Righi de Oliveira, também negou que tenha cometido irregularidades em sua administração. Ele foi condenado a devolver R$ 15,6 mil porque teria autorizado servidores a realizar hora extra para compensar débitos com IPTU, além do pagamento indevido de hospedagens.
Righi afirmou que na época pagou R$ 1,8 mil com hospedagem de desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ), que vieram a Londrina para ministrar um curso a servidores. ‘‘Foi como ocorreu recentemente, quando a Universidade Estadual de Londrina (UEL) pagou a estada de conselheiros do TC.’’ Segundo ele, a troca de hora extra por IPTU foi embasada em lei. ‘‘Não fui eu que fiz, parece que as horas extras foram feitos na época do Cheida (o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida). Não foi só no Pavilon, mas em toda a prefeitura’’ - argumentou. Ele pretende usar esses argumentos em sua defesa junto ao Tribunal.
O ex-presidente da antiga Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Kakunen Kyosen, condenado a devolver R$ 36,9 mil, disse que não irá se pronunciar antes de tomar conhecimento das acusações. Kyosen foi condenado pelo TC porque em 1997 teria comprado passagens para atletas, pago o fretamento de ônibus para transporte de integrantes do MST e estudantes, além de irregularidades em aditamento de contratos para reajuste de preços.
O ex-prefeito Antonio Belinati não foi encontrado para falar sobre a acusação de que em 1997 cometeu irregularidades que somam R$ 12,7 milhões - ou R$ 25,4 milhões atualizados.
O ex-vereador e presidente da Câmara em 97, Adalberto Pereira da Silva, também não foi localizado para comentar as acusações de irregularidades durante a sua gestão, somando R$ 40 mil. Entre as problemas apontados pelo TC estão a compra de flores e cartões de natal, presentes e o patrocínio de uma viagem sem justificativa ao Japão para os ex-vereadores Carlos Kita e Carlos Eduardo Santa Rosa.

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