Curitiba - Em dezembro de 2003, a concessionária Caminhos do Paraná anunciou que iria reduzir o valor de suas tarifas em quatro praças de pedágio na região Centro-Sul do Estado. A redução média de 30% foi anunciada após um acordo com o governo do Estado que, em troca, liberou a cobrança de pedágio na região da Lapa e isentou a concessionária de gastar R$ 631 milhões em investimentos nas rodovias que deveriam ser realizados até 2021. Outras duas concessionárias negociaram com redução das tarifas. O sistema marcaria o início do pedágio de manutenção no Paraná.
Questionado pela Folha sobre os motivos das negociações não terem vingado, PHX informou que o processo de acordo com as concessionárias foi barrado na PGE. ''Fizemos um documento simples para o acordo, estabelecendo a redução com as premissas de que o Estado faria as obras mais caras. A sintonia fina para redução das tarifas aconteceu após quatro ou cinco meses de negociação. A versão final foi para a PGE que foi contra o acordo e ajuizou ação contra as concessionárias. Ali, acabaram as negociações'', disse ele.
O ex-procurador Geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, disse que a isenção de obras e encargos seria ilegal e contrariaria o contrato original e os aditivos. ''Queria desnaturalizar os contratos. Queríamos a redução dos valores das tarifas, mas não a redução das obras. O que vale é o contrato original e os aditivos. A PGE, como órgão oficial do Estado, foi contra o acordo definitivo com a retirada de obras contratuais'', explicou.(L.P)

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