Curitiba - A criação de 50 novos cargos comissionados na Câmara Municipal de Curitiba, aprovada ontem pela manhã, gerou discussão entre o presidente da Casa, João Cláudio Derosso (PSDB) e a Professora Josete (PT). A vereadora contesta a necessidade de tantos ''assessores técnicos parlamentares'', que devem aumentar em R$ 3,5 milhões os gastos com a folha de pagamento, e cobra um concurso público. O projeto esteve em tramitação por apenas 72 horas.
O Legislativo já havia criado 56 cargos comissionados, sem concurso público, no primeiro semestre, o que onerou os cofres públicos em R$ 1,6 milhão por ano. O projeto para a contratação de mais 50 pessoas foi assinado por Derosso, Fábio Camargo (PFL) e Reinhold Stephanes Jr (PMDB). O documento, ainda não sancionado pelo prefeito Beto Richa (PSDB), prevê 41 ''assessores técnicos parlamentares'', que terão salários de R$ 3.367,59 e possibilidade de ganho mensal de R$ 6.735,33 com as gratificações. O restante, formado por ''assistentes técnicos às comissões'', deve receber R$ 1.010,28 por mês.
A justificativa para o aumento de pessoal na Câmara foi o volume de projetos protocolados neste ano. ''Tivemos 712 projetos no primeiro semestre e devemos chegar a mil e pouco até o final do ano'', explicou Derosso. De acordo com a vereadora Josete, o número de projetos protocolados aumentou pouco de 2004 para 2005, apenas 7,4%, e deve cair ainda mais em 2006, devido às eleições. Única a votar contra a criação dos novos cargos na Câmara, a petista desconfia do preenchimento dessas vagas em troca de influência e votos no pleito do ano que vem. Além disso, questiona a ausência de um concurso público.

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