Ontem, a versão que começou a circular na imprensa dos documentos que contêm as interceptações telefônicas da PF não confirma que o encontro de Beto com alguém do grupo de Cachoeira teria, de fato, ocorrido. Trecho da conversa entre o cunhado de Cachoeira, Adriano Aprigio de Souza, e o argentino Roberto Coppola, um dos sócios da empresa Larami, que controlou o serviço de loterias no Paraná no início dos anos 2000, analisa a vitória dos governadores (em 2010) nos estados do Mato Grosso, Santa Catarina e Paraná. No caso específico do Paraná, Souza pergunta: ''Paraná aquele encontro com foi bom com o governador eleito?'' (sic), mas não há resposta para isso. Na mensagem de Coppola, ele orienta: ''fale com beto richa o problema e que requion por ler fecho a loteria e va a demorar porque tein que facer uma nova lei'' (sic) e pede que Souza não esqueça ''da papelada da Larami''. E, no último e-mail, Souza responde que ''está pronto a Larami. Só preciso do nome do contador e número do CRC do Paraná para imprimir e encadernar''.
O interesse do grupo do jogo pelo estado do Paraná também aparece em uma transcrição telefônica feita da PF entre outros dois integrantes do grupo de Cachoeira, Lenine e Dadá. Durante o telefonema, de 17 de março de 2011, Lenine diz que estava indo para Curitiba para ''encontrar o argentino'', referindo-se a Coppola, e também que ''tem alguns andamentos lá''. E, logo depois, Dada fala: ''tá nessa fase aí, entendeu? Tá nesse pé aí. Num tem mais andamento, não''. (L.C.)

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