A Justiça Eleitoral vai gastar R$ 10 milhões para realizar as eleições 98. O orçamento já foi liberado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como informou ontem à tarde o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, desembargador Vicente Troiano Neto. O custo por eleitor é de R$ 1,65. O Paraná possui, com base no último batimento feito pelo TSE, 6.384.242 eleitores.
O dinheiro será para custear transporte de funcionários nos dias das eleições, viagens, despesas com treinamento e alimentação dos mesários, escrutinadores, auxiliares e policiais. A Justiça Eleitoral do Paraná vai convocar até o próximo dia 4 de setembro 110 mil pessoas para trabalhar principalmente durante a votação e apuração dos votos. O trabalho é ‘‘voluntário’’, mas gera custos. Troiano Neto disse que o TRE quer anunciar o resultado oficial da disputa em três dias.
Não estão incluídos no orçamento para a eleição deste ano as despesas com as urnas eletrônicas utilizadas nos 21 municípios aptos à votação informatizada; a impressão das 4,9 milhões de cédulas eleitorais, que já estão sendo rodadas pela Clichepar em Curitiba; e o pagamento dos 206 juízes eleitorais, que nesta época recebem um adicional de 30%. Durante a apuração dos votos, outros 80 juízes serão convocados para prestar serviços, de acordo com o volume de trabalho em cada um dos 399 municípios do Estado.
Uma das novidades desta eleição é que a Justiça Eleitoral vai fornecer tickets alimentação para os envolvidos no processo. O desembargador Troinao Neto não soube precisar o número total de vales-alimentação. Nos outros anos, era oferecido apenas um lanche para os mesários e escrutinadores. ‘‘Desta vez, decidimos assumir este compromisso para melhorarmos o trabalho’’, observou. O desembargador reuniu-se ontem à tarde com cerca de 50 juízes de Curitiba e da Região Metropolitana para repassar orientações de como deve ser a transmissão dos dados da votação.
O disquete é o meio de transmissão adotado pelo TRE do Paraná tanto para as votações manuais, que representam 53,87% do eleitorado, como para as informatizadas, que englobam 46,13% dos 6,3 milhões de eleitores cadastrados. Troiano Neto explicou que a reunião serviu para padronizar a digitação dos dados do boletim de votação para o disquete. A meta do TRE é que cada mesa apure apenas três seções eleitorais, o que agilizaria o processo.
‘‘A primeira urna apurada é sempre mais demorada, depois pega-se o automatismo’’, disse. Troiano Neto lembrou ainda que, de acordo com uma pesquisa nacional feita pelo TSE, o Paraná é o Estado que possui a melhor média nacional de urnas apuradas por turno.

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