Curitiba - Os promotores da divisão de Proteção ao Patrimônio Público do Ministério Público (MP) estadual continuarão investigando denúncias de irregularidades na campanha à reeleição do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL) pelo menos até o dia 4 de fevereiro. Nesta data, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deve julgar o habeas corpus encaminhado pelo advogado de Cassio, José Cid Campêlo, solicitando que as diligências realizadas pelos promotores até agora sejam canceladas.
Os promotores investigam o caso desde o dia 6 de novembro, quando surgiram as primeiras denúncias de que o comitê do PFL teria omitido R$ 29,8 milhões em sua prestação de contas ao TRE. Segundo Campêlo, as diligências realizadas pelo MP não teriam valor, pois estariam fora de sua jurisdição. O advogado defende a tese de que a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal seriam as instituições competentes para apurar as denúncias.
O Ministério Público discorda da interpretação de Campêlo. Segundo os promotores, o procedimento investigatório está sendo conduzido para apurar se houve utilização de dinheiro público na reeleição de Cassio, e se as empresas envolvidas na campanha não cometeram crimes fiscais. Os promotores afirmam que qualquer indício de crime eleitoral que seja apurado será encaminhado para a Polícia Federal e para os órgãos competentes.
As investigações na Polícia Federal sobre o assunto devem ser retomadas na semana que vem. O juiz responsável pela 1ª Zona Eleitoral, Luiz Fernando Tomasi Keppen, concedeu ontem uma prorrogação de prazo do inquérito policial por mais 60 dias. Segundo o delegado regional Ademir Gonçalves, a Polícia Federal deve começar a ouvir os depoimentos das pessoas envolvidos no caso a partir do início de fevereiro.

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