O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) rejeitou ontem por unanimidade o pedido de impugnação do registro da candidatura de Álvaro Dias (PSDB) ao Senado. O pedido foi feito por Miguel Bahry Filho, que alegou irregularidade na transferência do domicílio eleitoral de Álvaro de Londrina para Curitiba. O TRE também rejeitou por unanimidade o pedido de impugnação do registro das candidaturas do ex-prefeito de Arapongas Waldyr Pugliesi (PMDB) a deputado estadual e de Mauri Viana Pereira (PPB) a deputado federal.
O candidato ao governo do Estado Roberto Requião (PMDB) também foi beneficiado com uma decisão do procurador regional eleitoral Luiz Sérgio Langowski. O procurador deu parecer contrário à impugnação do registro da candidatura dele feita pelo presidente do PST, José Francisco Pereira. O dirigente pediu a inelegibilidade do candidato do PMDB, argumentando que Requião foi condenado em uma ação popular. Segundo o procurador, ‘‘a condenação não enseja inelegibilidade e não transitou em julgado’’.
Já a impugnação da candidatura de Jaime Lerner (PFL) ao governo do Estado ainda não tem data para ser julgada pelo TRE. A ação foi ajuizada pela coligação de Requião. Os advogados alegaram que Lerner mudou a chapa da reeleição fora do prazo.
Ontem, a coligação de Lerner ingressou no TRE com uma notícia-crime pedindo a instauração de inquérito policial contra Requião. Os advogados entenderam que o peemedebista cometeu crime eleitoral ao afirmar que ‘‘o Paraná está se transformando numa Alagoas’’, acusação que a assessoria jurídica considerou improcedente, ‘‘buscando ofender a honra do governador’’.
De acordo com a coligação, a afirmação foi feita em entrevista a uma emissora de Ponta Grossa, no dia 8. ‘‘A entrevista foi divulgada quando já tinha sido deflagrado o processo eleitoral, daí que as ofensas têm caráter eleitoral’’, argumentaram os advogados.
Requião afirmou, através de sua assessoria, que o pedido de inquérito é ‘‘uma bênção de Deus’’. O candidato disse que essa é mais uma oportunidade para que ele denuncie e prove ‘‘os desmandos de que o Paraná está sendo vítima’’. ‘‘Um Estado que micou com 100 milhões de reais em precatórios podres, justamente de Alagoas, que acumulou perto de 400 milhões de reais só no escândalo dos precatórios, que comprou tais títulos mesmo ciente das irregularidades, um Estado assim deveria ser comparado com o quê, com a Suíça?, ironizou.

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