TRE recebe relatório do caixa 2
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quinta-feira, 07 de fevereiro de 2002
Rodrigo Sais Equipe da Folha 
Curitiba - O vice-presidente em exercício do Tribunal de Justiça, Sydney Dittrich Zappa, encaminhou ontem à Justiça Eleitoral os 21 volumes que compõem a investigação do Ministério Público (MP) estadual sobre a existência de um caixa 2 na campanha à reeleição do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL). Zappa optou por não submeter a matéria à apreciação do plenário do órgão, argumentando que a competência para julgar crimes eleitorais é do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
O presidente do TRE, Roberto Pacheco Rocha, receberá o processo para análise hoje. Rocha deve encaminhar o processo para o procurador eleitoral Luiz Sérgio Langowski, que integra o MP federal. O procurador poderá solicitar novas diligências caso não acredite que o material coletado até agora seja suficiente para formular uma denúncia contra Cassio.
Os promotores que investigam irregularidades na campanha de Cassio, entretanto, acreditam que já há material suficiente para que uma ação contra o prefeito seja movida na Justiça. O relatório das investigações conduzidas pelo órgão apontaram que pelo menos cerca de R$ 1 milhão não foi declarado pelo comitê do PFL ao TRE.
Isso já caracteriza, em tese, crime eleitoral. Por mais evidências que ainda possam ser encontradas, o ilícito penal já está caracterizado, e uma ação judicial pode ser formulada baseada nele, explica o promotor José Geraldo Gonçalves.
A defesa de Cassio pretende impedir, entretanto que a denúncia seja formulada. O advogado do prefeito, José Cid Campêlo, pretende pedir a nulidade de todas as diligências realizadas pelo MP. O fato dos próprios promotores solicitarem que o processo fosse enviado ao TRE mostra que eles sabiam que estavam investigando matéria que não era de sua competência. Isso é ilegal, argumenta Campêlo.


