Curitiba - A corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná já recebeu 116 representações envolvendo propaganda eleitoral supostamente irregular desde 5 de julho até as 15 horas de ontem. O número é da assessoria de imprensa do TRE. São representações que já estão em grau de recurso no TRE, ou seja, são reclamações contra decisões monocráticas. O conteúdo das contestações é variado: tem representações contra o uso de outdoors (o que é proibido desde 2006), contra propaganda em bens de uso comum, contra propaganda iniciada fora do prazo, contra conteúdo publicado em blogs. O Ministério Público Eleitoral (MPE) é autor de algumas representações, mas a maior parcela foi proposta por candidatos contra adversários de urnas.
Entre as representações que já foram julgadas pelo TRE, está a que resultou na proibição do uso do slogan ''Voto Consciente'', sob pena de multa diária de R$ 15 mil, pelas coligações proporcionais que apoiam a candidatura de Beto Richa (PSDB) ao governo do Estado. A corte confirmou o entendimento do juiz eleitoral Juan Daniel Sobreiro, que afirma que o slogan é o mesmo utilizado por uma rede de televisão paranaense, o que poderia gerar uma associação equivocada por parte do eleitor. A representação foi movida pela coligação adversária na disputa proporcional, e que apoia a candidatura de Osmar Dias (PDT) ao Executivo.
O candidato Osmar Dias também conseguiu obrigar o Google, sob pena de multa diária de R$ 10 mil, a retirar seis vídeos da internet considerados difamatórios. Já a candidata do PT ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT), foi obrigada, dentro de um prazo de 24 horas, a corrigir uma inserção veiculada na TV. Ela se utilizou de computação gráfica (''efeito especial'' é vedado) e os nomes dos seus suplentes não estavam legíveis. A coligação ''Novo Paraná'', que sustenta a chapa de Beto Richa, foi a autora da representação contra ela.

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