Atendendo recomendação da legislação eleitoral, os candidatos à Prefeitura de Londrina apresentaram a relação de bens ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que não reflete exatamente o patrimônio real do candidato, uma vez que os valores são os de aquisição do bem e, por isso, muitas vezes, desatualizados. A lei eleitoral exige apenas que o candidato apresente os bens constantes da declaração do imposto de renda e não o valor venal do bem.
  Os patrimônios variam entre R$ 90 mil, do candidato do PSOL, Valmor Venturini, e , que disputa pela primeira vez um cargo eletivo. ‘‘Os bens declarados são exatamente o que tenho, mas meu patrimônio pode ser muito maior porque esses valores não estão atualizados’’, explicou Kireeff, que é empresário de tradicional família de ruralistas em Londrina. Entre os bens do candidato estão imóveis urbanos e rurais, veículos e aplicações financeiras. Seu candidato a vice, Guto Bellusci (PSD), declarou patrimônio de R$ 149,7 mil.
  O candidato com segundo maior patrimônio é o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), com bens declarados de R$ 1.208.845,57, incluindo uma casa no condomínimo Belleville com valor de R$ 325 mil e um terreno em um condomínio fechado de R$ 431 mil. ‘‘Vendi minha casa, mas esta alteração ainda não consta do meu imposto de renda.’’
  O candidato teve considerável evolução patrimonial desde 2008, quando também disputou a Prefeitura de Londrina. Naquele ano, seu patrimônio era de R$ 397 mil; em 2010, quando concorreu à Assembleia Legislativa, seus bens somavam R$ 951 mil. ‘‘Houve valorização de alguns imóveis e também vendi muitos livros entre 2009 e 2011’’, afirmou, referindo-se a obras didáticas na área de biologia adotadas em várias escolas do País. Médico por formação, o candidato diz que outros colegas têm hoje patrimônio muito superior ao seu. O vice de Cheida, o também médico Antonio Caetano de Paula (PMDB), declarou patrimônio de R$ 563 mil.
  Quem também aumentou o patrimônio desde 2008 foi Marcelo Belinati, candidato do PP, que além de vereador trabalha como médico em Londrina. Quando disputou a Câmara Municipal, Marcelo declarou patrimônio de R$ 197,5 mil. Nesta última declaração, a soma é de R$ 411.797,15, incluindo R$ 264 mil de uma residência. ‘‘Parte da residência está financiada (R$ 119 mil) e recebi cerca de R$ 115 mil de minha mãe, que vendeu duas casas e partilhou o valor entre ela, eu e meu irmão’’, afirmou. O candidato a vice na coligação de Marcelo, o engenheiro Junker Grassiotto (PSDB), não declarou bens.
  Márcia Lopes, candidata do PT, declarou patrimônio de R$ 351.594,70, que abrangem apartamento, casa, dois veículos e investimentos. ‘‘É um patrimônio compatível com o trabalho que eu e meu marido desenvolvemos durante toda a vida. Somos professores universitários e eu atuei também em cargos públicos.’’ O médico Thiago Turini (PPS), vice de Márcia, declarou patrimônio de R$ 1,6 milhão.
  O candidato do PSOL, Valmor Venturini, também considerou seus bens – uma casa e um veículo Corsa – compatíveis com a função de servidor público municipal. ‘‘Vim de uma família pobre e tudo o que tenho foi conquistado trabalhando como servidor. Se tivesse muito mais que isso era de se desconfiar.’’ Seus bens são os mesmos declarados em 2010, quando disputou uma vaga no Senado Federal. O vice de Venturini, professor do ensino médio Carlos Okawati (PCB), tem bens no valor de R$ 111,7 mil.

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