TRE prevê apurar votos no Paraná em duas horas
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terça-feira, 12 de setembro de 2006
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Os nomes mais votados pelos 7.121.257 de eleitores do Paraná para presidente da República, governador, senador, deputado federal e estadual devem ser conhecidos em no máximo duas horas após o encerramento do processo na urna eletrônica. A previsão foi feita ontem em Londrina pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Clotário Portugal Neto, e refere-se ao primeiro turno do pleito, marcado para o próximo dia 1º.
O presidente do TRE veio a cidade acompanhar a simulação do projeto ''Paraná Transmite'', que consiste na transmissão online dos dados de votação para o Tribunal, a partir de terminais instalados nos colégios eleitorais. Além de Londrina, a iniciativa já é implementada em Curitiba, desde o pleito de 1996, e em Maringá, desde 2002.
De acordo com o desembargador, apesar de a apuração no Estado depender dos resultados no restante do País, a implantação-piloto do projeto no Paraná - por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - vai tornar o processo mais célere que o de eleições passadas. A afirmação é feita com base no percentual de votos que as três cidades informatizadas representam: 30% do eleitorado total, ou cerca de 2 milhões de votantes.
''Os testes em Londrina foram realizados com pleno sucesso'', afirmou Portugal Neto, depois de uma série de visitas a bairros onde os terminais estão instalados desde a semana passada. De acordo com o desembargador, a proposta do TSE é levar a iniciativa, em 2008, para todas as unidades da federação.
Também presente a Londrina, o diretor-geral do TRE-PR, Ivan Gradowski, explicou que para 2008 um outro projeto piloto deve ser aplicado pelo TSE, informatizando ainda mais o processo iniciado na década de 90 pela urna eletrônica. Nesse caso, comentou, a idéia é adaptar as urnas utilizadas na eleição de 1996 para que elas próprias, e não mais somente terminais instalados nos colégios, sejam capazes de repassar online os dados de votação.
''Por ora resolvemos boa parte dos problemas, já que o transporte dos disquetes não é feito de forma integrada. Mas a partir de 2008 amplia-se essa informatização - a evolução está vindo na medida do possível'', avaliou Gradowski, que, por outro lado, acredita que uma possível redução do trabalho humano no processo ocorra ''mais a médio, ou a longo prazo''.


