TRE multa candidato em R$ 10 milhões
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A candidatura de José Carlos Moretes do Amaral a vereador de Colombo (Região Metropolitana de Curitiba) pode se tornar a mais cara da história do município. É que o candidato, que se intitula Moretti do Puma, foi condenado em primeira instância a pagar uma multa de R$ 10 milhões por conta da distribuição de jornais com acusações contra o atual prefeito José Antônio Camargo (PSC).
A justificativa para o alto valor é a reincidência. Amaral havia sido condenado pela distribuição de material ofensivo ao prefeito em 29 de agosto. Na ocasião já tinha sido estipulado o valor de R$ 1.000,00 por panfleto distribuído caso o candidato insistisse em distribuir o material. No dia 7 de setembro o candidato foi novamente flagrado distribuindo panfletos com acusações contra J. Camargo. Como a tiragem da publicação era de 10 mil exemplares, a multa chegou ao total de R$ 10 milhões. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a multa é a maior já aplicada no estado em toda a história das eleições. E a terceira maior de todo o país.
Para Amaral, a decisão é um ''cala a boca'' da Justiça contra ele. ''O que eu quero é mostrar a verdade'', defende. Segundo ele, todas as denúncias são baseadas em documentos do Tribunal de Contas. ''São informações que não chegam à população porque os jornais locais dependem da publicidade da prefeitura'', alega. Ele diz que a multa o está deixando desanimado com a política. ''Não sou político profissional, não estou acostumado com isso'', afirma referindo-se à multa. Amaral também é presidente do diretório municipal do PPS. ''Vou ter que vender um rim para pagar esse valor'', brinca. Ele já recorreu da decisão ao TRE.
O prefeito J. Camargo também irá protocolar um recurso na Justiça Eleitoral. Ele quer a inclusão da candidata a prefeita pelo PMDB, Beti Pavin, no processo. Os advogados do prefeito alegam que Amaral agiu com o apoio da candidata. ''Como há só dois candidatos, o J. Camargo e a Bete Pavin, ela é a beneficiária direta dessa ação contra o prefeito'', justifica o advogado Guilherme de Salles Gonçalves.


