TRE mantém união do PPS regional com Collor de Mello
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quarta-feira, 07 de agosto de 2002
Ranier Bragon<bR>Agência Folha 
São Luís - A coligação entre o PPS do presidenciável Ciro Gomes e o grupo de partidos que sustentam a candidatura do ex-presidente Fernando Collor de Mello (PRTB) ao governo de Alagoas foi mantida ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado.
Em decisão assinada pelo juiz Fernando Tourinho de Omena Souza, o TRE-AL frusta a tentativa do PPS nacional de anular a união com Collor tomada por sua seção alagoana. Isso representa uma derrota para a Frente Trabalhista (PPS-PTB-PDT) de Ciro, já que o candidato procura insistentemente se desvencilhar de comparações com o ex-presidente.
A Executiva nacional do partido tem três dias para recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O PPS alagoano aprovou a coligação com a chapa de Collor - formada por PRTB, PTB, PFL, PPB e PPS - sob o argumento de que sozinho não conseguiria eleger nenhum deputado. Quando a união se transformou em reportagens na imprensa nacional, o PPS decidiu intervir e enviou um fax ao TRE-AL no último dia 17 -que teria chegado 11 minutos após o prazo final para o recebimento - declarando nula a coligação com o PRTB.
Na decisão de ontem, o juiz desconsidera o suposto atraso, mas declara que o delegado nacional do PPS que assinou o fax, Francisco Inácio de Almeida, não teria legitimidade para tomar a atitude. Pela lei, a Frente Trabalhista, formada pelos três partidos, teria a legitimidade e não um partido isoladamente, apesar deste partido fazer parte da frente.


