Curitiba - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julga na próxima segunda-feira um recurso movido pelo diretório do PT de Curitiba contra o prefeito Cassio Taniguchi (PFL), o vice-prefeito Beto Richa (PSDB) e o ex-governador Jaime Lerner (PFL). Segundo o PT, Cassio teria usado funcionários da prefeitura e do governo do Estado para obter sua reeleição em 2000, quando o pefelista derrotou Angelo Vanhoni (PT) no segundo turno por uma margem apertada de votos.
O PT entrou com o pedido de investigação judicial após a diplomação de Cassio, no final de 2000. Após as denúncias da possível existência de um caixa 2 de R$ 29,8 milhões na campanha de Cassio em novembro de 2001 publicadas na Folha de S. Paulo, os advogados do PT pediram que os fatos da reportagem também fossem incluídos na denúncia contra Cassio, Beto e Lerner por uso da máquina estatal e abuso de poder econômico nas eleições. As denúncias foram baseadas em um livro-caixa manuscrito pelo contador da campanha de Cassio, Francisco Paladino Júnior.
A investigação judicial foi encerrada em 2002, quando o juiz da 1 Vara Eleitoral Espedito Reis do Amaral concluiu que não havia provas que caracterizassem o crime. O TRE julga agora o recurso do PT, que não concordou com a decisão. As chances do tribunal mudar a decisão, porém, são pequenas: o procurador eleitoral João Gualberto Garcez Ramos já deu um parecer favorável a manutenção da decisão tomada por Espedito do Amaral.
Além do recurso movido pelo PT que será julgado na segunda, outras denúncias de irregularidades na campanha de reeleição de Cassio devem ser julgadas nos próximos dias. Um recurso movido pelo promotor eleitoral Valclir Natalino da Silva acusa o PFL de ter omitido gastos na sua campanha, baseado nas anotações do livro-caixa de Paladino. O advogado do PFL, Olivar Coneglian, apresentou ao TRE na segunda-feira a defesa do partido, afirmando que o livro-caixa teria sido forjado por Paladino.

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