“O Paraná vai ser o primeiro grande Estado que vai concluir a biometria este ano, os outros grandes estados não concluirão”, afirmou o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, desembargador Gilberto Ferreira. Em entrevista à FOLHA por telefone enquanto visitava cidades do interior do Estado, Ferreira garantiu que ainda neste ano todos os 399 municípios do Paraná terão completado o cronograma de recadastramento biométrico para as eleições do ano que vem.

O objetivo é realizar mutirões em 118 municípios do interior até novembro deste ano. Um contingente de mais de 870 mil eleitores, ou seja, 10% do eleitorado paranaense. “Destes 10% já fizemos uma boa parte deles, acreditamos que temos, talvez, 5% de eleitores para terminar até novembro, então há uma previsão pela programação e ela está sendo cumprida”, assegurou.

Nesta semana o itinerário do presidente mirou em Palotina (Oeste), a cerca de 350 quilômetros de Londrina. Em seguida, cidades como Formosa do Oeste e Corbélia.

Já os municípios mais próximos da região de Londrina que ainda precisam “agilizar” o cadastramento são Primeiro de Maio), Faxinal e Astorga. Destes, apenas Primeiro de Maio já deu início ao mutirão, programado para ter fim no dia 31 de maio. Em Astorga o cadastramento deve ocorrer entre os dias 20 de maio e 30 de agosto, e em Faxinal, entre 10 de junho e 27 de setembro.

Já o projeto da Escola Judiciária Eleitoral, criado em 2003 com o objetivo de levar informações sobre o processo eleitoral aos jovens e adolescentes, terá início em Londrina nos dias 30 e 31 de maio. “A escola judicial vai capacitar os juízes, também, claro, o Ministério Público certamente participará, para capacitá-los e eles vão repassar as informações aos professores das escolas públicas do Estado do Paraná”, explicou.

De acordo com Ferreira, o objetivo do TRE é que todas as escolas públicas do Paraná sejam visitadas pelo projeto pelo menos até março do ano que vem. Informações sobre a estrutura político-partidária do País e a representatividade dos grupos sociais pelos partidos devem ser abordadas, mas, principalmente, como funciona o processo eleitoral, urnas eletrônicas e apuração dos votos pelo sistema, além de temas como fake news e noções básicas de cidadania não devem ficar de fora.

“Foi feita uma campanha negativa contra as urnas (na campanha do ano passado) mas, aqui no Paraná, por exemplo, nós tivemos uma auditoria lá em Curitiba que comprovou, inclusive com a presença da OEA (Organização dos Estados Americanos), que a população pode confiar inteiramente”, disse.

TÍTULOS CANCELADOS

O TRE também informa que, em Londrina, quase nove mil eleitores podem ter os títulos cancelados caso não sejam regularizados até esta segunda-feira (6), devido ao não comparecimento ou a não terem justificado a ausência nas últimas três votações. Ou seja, no caso de Londrina, aqueles eleitores que deixaram de exercer o direito nas eleições municipais de 2016 e nos dois turnos do pleito do ano passado.

Para o desembargador Gilberto Ferreira, como Londrina possui 374.222 eleitores, o número não é alarmante. “Em média a abstenção fica entre 15% e 20%. Depois que é feita a biometria esta abstenção cai para 3%, 4% e 5%. Significa dizer que entre 10% e 15% já não são eleitores, são pessoas que já se mudaram, não têm mais interesse em votar e acabam não vindo votar”, avaliou.

Para regularizar a situação eleitoral no município é possível emitir os boletos das multas no site do TRE e encaminhá-los para o e-mail [email protected], ou comparecer pessoalmente no Fórum Eleitoral, no Centro Cívico.

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