TRE estende julgamento de candidaturas até sábado
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quarta-feira, 04 de agosto de 2010
Catarina Scortecci<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná não conseguiu cumprir o prazo previsto para o término dos julgamentos dos registros de candidaturas. A data inicialmente anunciada apontava para hoje o fim dos trabalhos, mas um atraso na análise das candidaturas estendeu a previsão para o sábado, quando o TRE marcou a realização de uma sessão extraordinária para dar conta da demanda.
Segundo a assessoria de imprensa do TRE, o prazo não pôde ser cumprido por conta da ausência de documentos de candidatos. Cerca de 400 diligências foram feitas pelo TRE na tentativa de ''corrigir'' problemas apresentados na documentação dos concorrentes.
A pauta de julgamentos de hoje e dos próximos dois dias deve estar quente. É que o TRE deixou para a etapa final a análise dos casos mais polêmicos. Os registros dos candidatos Antonio Belinati (PP) e Ricardo Barros (PP), por exemplo, ainda não foram apreciados. Eles integram uma lista de 22 nomes que foram alvos de pedidos de impugnação.
Ontem, o TRE registrou o terceiro caso de candidatura indeferida com base na Lei da Ficha Limpa. Carlos Roberto Scarpelini, candidato a deputado federal pelo PP, tem uma condenação por ato doloso de improbidade administrativa. A condenação, decidida por órgão colegiado, é de agosto de 2002.
João Arruda
Outro caso julgado ontem pelo TRE envolvia o candidato João Arruda (PMDB), sobrinho do ex-governador do Estado Roberto Requião (PMDB). O Ministério Público Eleitoral (MPE) tentava recorrer de uma decisão que extinguiu a representação na qual sustenta que Arruda não poderia ter participado de eventos oficiais do governo do Estado, no ano passado, já que ele não possui cargo no Executivo que justificasse sua presença.
A corte do TRE entendeu, contudo, que a punição que o MPE queria no caso só poderia ser aplicada se Arruda já fosse candidato naquela época. Membros da corte questionaram, no entanto, a conduta do ex-governador Requião e anteciparam que a situação mereceria um enquadramento no campo da improbidade administrativa.


