Maringá - O prefeito de Paiçandu (10 quilômetros a oeste de Maringá), Jonas Eraldo de Lima (PTB), retornou ontem ao cargo. Lima estava em Curitiba desde a semana passada, depois de ser comunicado sobre a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que cassou seu mandato. Anteontem, o TRE julgou procedente pedido de embargo declaratório feito advogado de Lima. Com a nova decisão, Lima permanece no cargo até que o processo seja julgado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.
Em entrevista à Folha ontem, Lima disse que estava tranquilo e confiante na decisão do TSE. ‘‘As denúncias que constam no processo encaminhado pela oposição são infundadas’’, disse o prefeito. Segundo Lima, em nenhuma parte do processo há qualquer depoimento de testemunhas que afirmam que ele ofereceu cestas básicas ou dentaduras em troca de votos. ‘‘O que existe são depoimentos de terceiros, ou seja, de pessoas afirmando que eu mandei a cesta básica em troca do voto, mas isso não é prova’’, afirmou.
O embargo concedido ao prefeito é extensivo ao vice-prefeito de Paiçandu, Haroldo Françoso (PSDB), e à vereadora Janysléia Silva Sela (PL), que também estão arrolados na denúncia de compra de votos na eleição de 2000. De volta à prefeitura, Lima disse que a partir de agora espera uma trégua dos adversários. ‘‘Gostaria muito que me deixassem trabalhar porque desde que eu assumi a prefeitura não consegui fazer quase nada por causa da oposição’’, reclamou. Lima acredita que a decisão final do TSE vai demorar pelo menos um ano.

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