TRE confirma Gleisi e Ogier Buchi será investigado por má-fé
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quinta-feira, 31 de julho de 2014
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
A senadora Gleisi Hoffmann (PT) teve o registro de candidatura ao governo do Paraná deferido ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), afastando a impugnação apresentada contra ela pelo adversário Ogier Buchi, candidato ao governo estadual pelo PRP. Foi a primeira análise de candidatura majoritária feita pela Corte.
Ogier alegou que a coligação de Gleisi definiu o candidato a vice na chapa, o pedetista Haroldo Ferreira, depois do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para as convenções partidárias, que venceu no dia 30 de junho. No entanto, por unanimidade, e acatando parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE), o TRE entendeu que não houve irregularidade. Segundo o relator do processo no tribunal, Josafá Antonio Lemes, a Executiva do PDT foi autorizada pela convenção a decidir sobre a aliança, conforme permite a lei eleitoral, "desde que respeitado o prazo limite para registro de candidaturas, ou seja, 05 de julho de 2014".
Na defesa apresentada no processo, a coligação encabeçada por Gleisi definiu a impugnação como sendo de "cunho político". Em razão disso, cobrou o enquadramento de Ogier em crime eleitoral por litigância de má-fé. No seu parecer, o MPE afirmou que será instaurado inquérito para apurar o caso.
Ogier disse que vai tomar conhecimento da decisão para decidir se apresenta recurso contra o deferimento. Quanto à investigação por crime eleitoral, afirmou que vai se defender.
Filhos no governo do PR
Instantes depois do TRE confirmar o deferimento da candidatura de Gleisi, a Executiva estadual do PT divulgou nota afirmando que Ogier Buchi tem dois filhos nomeados no governo estadual, o que demonstraria sua ligação com outro candidato, Beto Richa (PSDB), que tenta a reeleição.
Embora os nomes de Arthur Felipe de Leão Buchi e Maria Eduarda de Leão Buchi Giglio não apareçam na busca feita pela reportagem no Portal da Transparência do Executivo, Ogier confirmou à FOLHA que Arthur é comissionado estadual e também já trabalhou "na gestão Requião". A filha, disse Ogier, "trabalhou no governo, mas deixou a função e isso não tem qualquer relação com a campanha eleitoral". "Isso é típico do PT. É uma tentativa de me desqualificar, mas envolver os meus filhos nisso é um desrespeito. Não vou me amedrontar."


