Curitiba - Os advogados do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), têm até as 19 horas de quinta-feira, dia 15, para apresentar a defesa do prefeito no caso do caixa 2. Em entrevista concedida há cerca de duas semanas, Cassio havia prometido entregar sua defesa até o dia 12. Mas ontem o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não recebeu documento algum.
O advogado do prefeito, José Cid Campêlo, prometeu entregar a defesa até o início da tarde de quinta-feira. Mas segundo ele, são grandes as chances da documentação ser entregue ainda amanhã. Cassio é acusado de maquiar, junto com o PFL, a contabilidade de sua campanha pela reeleição. O valor declarado à Justiça Eleitoral seria menor que o gasto durante a campanha.
Campêlo disse que vai alegar que a investigação é uma ação e por isso não pode ser alterada. Segundo ele, a ação foi iniciada para investigar o abuso de poder político, e não ausência de declaração de gastos. Campêlo acredita que, para a Justiça Eleitoral investigar gastos da campanha que não tenham sido declarados, será necessário apresentar outra ação, se ainda existir prazo legal para isso.
Ontem a Polícia Federal devolveu o inquérito para o TRE. A Polícia Federal decidiu não ouvir o prefeito sobre a existência de um caixa 2 na sua campanha à reeleição, em 2000. O nome do prefeito também foi retirado da condição de indiciado por suposto crime eleitoral.
Cassio foi indiciado indiretamente no dia 22 de julho por não ter comparecido para prestar depoimento nas investigações sobre a existência de um caixa 2 na sua campanha. A Polícia Federal intimou o prefeito a depor duas vezes, mas, devido a sua condição de autoridade do Executivo municipal, Cassio teve o direito de adiar seu depoimento para o final de julho. O delegado Hugo Corrêa Martins decidiu não esperar a data, e indiciou o prefeito por crime eleitoral. Como os advogados do prefeito conseguiram uma liminar concedida pelo juiz do TRE Jaime Stivelberg, o indiciamento de Cassio havia sido retirado.

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