MANFRINÓPOLIS
TRE cassa prefeito por abuso
A Justiça Eleitoral negou no dia 20 de maio recurso em favor do prefeito de Manfrinópolis, Adelar Guimarães da Silva (PPB), acusado pelo candidato derrotado nas eleições de 1996, Moysés Manfrin (PMDB), de comprar votos. O despacho, publicado somente ontem, cassa o mandato do atual prefeito, que já recorreu da decisão em Brasília. E se estende ainda para o vice, Eugênio Francisconi (PFL).
O processo corre em segredo de Justiça. Altair Patitucci presidiu a sessão, que negou por maioria a concessão do recurso interposto pelos advogados da prefeitura. O relator do processo contra o prefeito e vice de Manfrinópolis foi Antenor Demeterco Junior. Consta no acórdão (resumo da decisão judicial) que as práticas ilícitas imputadas aos dois, durante a campanha eleitoral, estão ‘‘devidamente comprovadas nos autos’’.
Um dos advogados de Moysés Manfrin - o nome do município é uma homenagem à sua família - Eliseu Antonio Kloster disse à Folha ontem que a defesa fará de tudo para derrubar qualquer recurso que seja ajuízado pela Prefeitura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de Brasília. Por outro lado, a equipe jurídica que cuida da defesa do prefeito aposta na lentidão da Justiça, o que pode lhe garantir o final do mandato. (L.D.)

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