Belém O juiz federal Gláucio Maciel Gonçalves, Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará, cassou ontem o registro do candidato tucano ao governo do Pará, Simão Jatene, apoiado pelo governador Almir Gabriel (PSDB). Segundo o juiz, Jatene, o governador e o deputado federal Raimundo Santos (PFL), que disputa a reeleição, usaram a máquina do Estado aviões e servidores pagos pelos cofres públicos para fazer campanha eleitoral.
''Houve pagamento de diárias a diversos servidores públicos deslocados a serviço do governo estadual, nos mesmos dias e para os mesmos municípios em que o governador e seu candidato oficial percorreram em explícita campanha eleitoral vedada em lei'', afirmou o juiz, acrescentando que as provas estão demonstradas nos autos.
O autor da representação contra Almir Gabriel e seus candidatos foi o vice-governador na chapa da Coligação Frente Trabalhista, o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT), que anexou ao processo um fita de vídeo com três horas de imagens e som do que chama de ''prova do crime''.
Queiroz disse que esse tipo de uso da máquina administrativa estadual pesa como ''um fator de desequilíbrio no pleito eleitoral''. E classificou a conduta do governador como ''imoral e criminosa''.
Os advogados da coligação ''União pelo Pará'', à qual pertence Jatene, ainda podem recorrer ao TRE e, se perderem, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Almir Gabriel e Simão Jatene negaram o uso de bens e servidores estaduais na campanha.

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