Cerca de oito mil eleitores de Maringá que não justificaram a ausência nas últimas três eleições terão os títulos cancelados pela Justiça Eleitoral. O prazo para a regularização dos eleitores terminou na última sexta-feira, mas pouco mais de 10% dos 10 mil que estavam em situação irregular na Justiça Eleitoral compareceram nos cartórios.
De acordo com o juiz da 193ª zona eleitoral do Fórum de Maringá, Antonio de Sá Ravagnani, a maioria dos eleitores que estão em situação irregular têm entre 16 a 70 anos e por isso são obrigadas a votar. Estas pessoas, explicou Ravagnani, deveriam ter procurado os cartórios eleitorais para justificarem a ausência e pagar uma multa de R$ 3,50 por pleito. ‘‘O valor da multa é irrisório e não acredito que tenha sido este o motivo da falta de interesse dos eleitores em regularizar sua situação.’’
Segundo o juiz, os eleitores que não justificaram até sexta-feira terão os títulos automaticamente cancelados. Para votar na próxima eleição, o eleitor terá que pagar as multas referentes às eleições que deixou de votar e fazer um novo título. Até mesmo os idosos com idade acima de 80 anos que não são obrigados a votar devem justificar o voto para manter o título eleitoral.
Na última eleição, em outubro do ano passado, Maringá tinha 204 mil eleitores, o que permitiu a realização de dois turnos. Mas com o cancelamento dos títulos, o município passará a ter aproximadamente 196 mil eleitores e poderá voltar a ter apenas um turno.
Para que Maringá continue tendo segundo turno na próxima eleição municipal, Ravagnani disse que será necessário o envolvimento das lideranças em torno de uma nova campanha para conscientização dos eleitores. ‘‘Maringá pode voltar a ter 200 mil eleitores e com isso manter o segundo turno, mas vai depender muito de uma campanha sobre a importância do voto’’, afirmou. Em 1999 e 2000, lideranças políticas e empresariais do município participaram ativamente de uma campanha para cadastramento eleitoral.
Em todo o Estado, 178.171 eleitores deveriam ter procurado a Justiça Eleitoral para fazer o recadastramento. Até o prazo final, na última sexta-feira, apenas 1% havia acertado sua situação. Ontem o Tribunal Regional Eleitoral ainda não tinha um balanço final do recadastramento. O maior número de eleitores em situação irregular estava em Curitiba. Na Capital, 53,3 mil eleitores deveriam ter se recadastrado. O Paraná tem 6,5 milhões de eleitores.

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