O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) responsabilizou a Embratel pelas falhas na transmissão de dados da apuração nas eleições simuladas realizadas nos últimos dias. Segundo o encarregado do setor de informática do TRE, juiz auxiliar Nagib Slaibi, os problemas têm ocorrido porque a Embratel não disponibilizou um número suficiente de ‘‘portas de transmissão de dados’’ - canais de comunicação que permitem o envio dos votos das zonas eleitorais para o TRE.
Além disso, tem havido um congestionamento no momento da transmissão de dados e queda das linhas da Embratel. A situação levou o diretor de informática do TSE, Paulo César Camarão, a marcar uma reunião na Embratel no Rio. O TSE quer evitar de qualquer maneira falhas técnicas no Rio, terceiro colégio eleitoral, pois isso atrasaria a apuração.
Segundo Slaibi, eram necessárias 120 portas de transmissão. A Embratel prometeu 102, mas até anteontem apenas 90 estavam sendo usadas. ‘‘Para nossa felicidade, os problemas agora são da Embratel’’, disse. De acordo com ele, o TRE também teve falhas internas - como, por exemplo, computadores danificados - mas elas já foram resolvidas. No simulado realizado no domingo, houve ainda um outro agravante: queda da transmissão de um conjunto de portas às 18h15, minutos depois do início dos trabalhos.
O sistema só voltou ao normal às 19h20, de acordo com Slaibi. Com isso, o simulado do TRE, que deveria terminar às 20 horas, só foi concluído às 22 horas. Do dia 7 até domingo, o tribunal do Rio fez pelo menos seis testes de votação e em todos eles foram detectadas situações semelhantes. No início da noite de ontem, estava previsto mais um simulado.
Segundo o diretor de engenharia da Embratel, José Luiz Rivera, a empresa fez domingo um ajuste na configuração dos equipamentos. Ele garantiu que depois do reparo a transmissão no simulado voltou ao normal. ‘‘O importante é que estamos fazendo todos os testes para que na situação real estes problemas não ocorram’’.

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