Curitiba Seis prefeitos do Paraná já perderam o mandato em caráter liminar desde o início do ano, e esperam uma decisão favorável do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para serem reintegrados às suas funções. Esse número, porém, pode aumentar nos próximos dias além de algumas representações ainda estarem sendo julgadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e pelos juízes eleitorais, vários processos correm em sigilo de Justiça e não estão sendo divulgados pelo Judiciário.
No âmbito da Justiça Eleitoral, os prefeitos podem perder seus mandatos em três hipóteses: representações por abuso de poder econômico ou político que podem se transformar em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), recursos contra a diplomação e Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME). Os prefeitos afastados de seus cargos, até agora, encaixam-se nas duas primeiras hipóteses. As AIMEs, de acordo com a lei, tramitam em sigilo de Justiça. O resultado desses processos, porém, deve começar a ser anunciado nos próximos meses uma determinação do TSE alterou o rito processual das AIMEs, diminuindo sensivelmente o prazo para que as partes apresentem suas manifestações nos processos.
Caso o TSE decida manter as decisões que afastaram os prefeitos do Paraná, dois municípios terão que realizar novas eleições para escolherem seus administradores. Em Santa Fé e Mato Rico, os prefeitos Pedro Brambilla (PMDB) e Nilson Padilha (PP) obtiveram mais de 50% dos votos válidos nas eleições de outubro do ano passado. Se o TSE entender que os prefeitos cometeram crime eleitoral, os votos atribuídos a eles serão considerados nulos. Como o número de votos nulos seria então superior aos votos atribuídos aos demais candidatos, uma nova consulta popular terá que ser realizada.
Nos outros quatro municípios que tiveram seus prefeitos afastados, o segundo colocado será empossado para administrar a cidade em definitivo caso a sentença do TSE seja desfavorável aos candidatos vencedores em outubro.
Os candidatos que tiveram sua votação impugnada mas não obtiveram mais de 50% dos votos válidos são o prefeitos de Fênix, Neno Molina (PFL), de Mandaguari, Ari Stroher (PMDB), de Rio Branco do Sul, Pedro Cristiano (PP) e Nova Tebas, Nilo Khlen (PMDB).
Os segundos colocados, que já administram atualmente as cidades e ocupariam o cargo em definitivo seriam: em Fênix, Manoel Custódio Ramos (PMDB), em Mandaguari, Cilleneo Pessoa Pereira (PP), em Rio Branco do Sul, Amaury Johnsson (PPS) e em Nova Tebas, Djalma Ferreira de Aguiar (PT).

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