A contratação emergencial para o transporte rural escolar em Londrina resultou numa elevação de aproximadamente R$ 600 mil no valor final, se comparado com o pregão eletrônico cujo edital a prefeitura tentou, mas não conseguiu publicar, por conter inadequações nos índices de Imposto Sobre Serviço (ISS). O transporte, que vai atender quase 5 mil crianças e adolescentes que retornam às aulas na segunda-feira, foi dividido em 14 lotes e será executado por sete empresas ao custo de R$ 3,8 milhões pelos próximos 90 dias.
O secretário municipal de Gestão Pública, Rogério Carlos Dias, reconheceu a majoração no formato emergencial, considerada normal nas condições atuais, tendo em vista o prazo final para garantir o início do ano letivo. Ele garantiu que, no procedimento licitatório que está sendo preparado para daqui a três meses, o custo será reduzido, quando há maiores condições de negociar os lances com as empresas interessadas. ''Com certeza no pregão vamos baixar isso.''
A empresa de transportes Kalunga, que executou o serviço nos últimos cinco anos e encerrou o ano passado cobrando um dívida de quase R$ 2 milhões do município, foi a principal vencedora da concorrência e faturou quatro lotes. As demais prestadoras, segundo confirmou a secretária municipal de Educação, Janet Elizabeth Thomas, com excessão da Silvestretur, são empresas que já atuavam no setor, subcontratadas pela Kalunga. As contratadas são Utilicarros, Imaghtur, Doroso Transportes, Trans-DPM e Via Expressa. Dez empresas participaram da disputa.
Histórico
A Kalunga alegou no final do ano passado que teria direito a receber um aditivo, assinado em julho de 2012, pelo ex-prefeito Barbosa Neto (PDT), no valor de cerca de R$ 2 milhões. A administração na época, comandada por Gerson Araújo (PSDB), concordou em pagar a conta depois que a empresa paralisou os serviços como forma de protesto. (E.F.)

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