Curitiba - O debate realizado domingo à noite entre os candidatos à Prefeitura de Curitiba foi marcado pela presença intensa da militância dos partidos e antecipou alguns temas que farão parte da campanha deste ano. Entre os principais assuntos debatidos estão transporte coletivo, saúde e educação. O evento foi uma iniciativa comunitária, organizado e mediado pelo padre Leocádio Zytkowski da Paróquia Nossa Senhora das Graças e Santa Gema Galgani, no bairro Barreirinha.
O tema central abordado foi o transporte coletivo, com intensas críticas à construção da Linha Verde e a preferência por ônibus como única opção de transporte coletivo na cidade. Ricardo Gomyde (PCdoB) questionou principalmente a liberação do passe-livre aos estudantes. Bruno Meirinho foi além ao defender a passagem gratuita também aos desempregados.''O transporte coletivo não pode ser uma ferramenta de exclusão'', disse. Lauro Rodrigues (PTdoB) e Maurício Furtado (PV) também abordaram a importância de novos sistemas de transporte.
Questionado sobre o assunto pela reportagem após o debate, Beto Richa, garantiu que o metrô faz parte dos planos de Curitiba. ''O metrô é um compromisso nosso com o futuro, é um compromisso do qual nós não abrimos mão.'' Segundo o prefeito, já existe um projeto para que o metrô seja construído no eixo norte-sul da cidade e as obras devem iniciar no ano que vem.
Já Fábio Camargo defendeu uma solução ''inovadora'' ao transporte curitibano. Seria o monotrem, uma espécie de trem que funcionaria a base de combustíveis retirados do lixo e andaria pelas canaletas onde hoje circula o biarticulado. ''Nossa coligação foi construída em torno dessa idéia, uma solução para o transporte coletivo.''
Entre as principais críticas feitas pela candidata Gleisi Hoffmann (PT) à administração municipal está a questão da saúde. ''Nós temos uma rede física muito boa, mas é preciso aproveitar melhor esta rede física e eliminar as filas de espera. O problema não é o atendimento prestado pelos servidores, mas sim o sistema de gestão da sa© úde.'' Beto Richa rebateu dizendo que o Sistema de Saúde é considerado exemplo pelo Banco Mundial.
Já, Carlos Moreira (PMDB), preferiu enfatizar os gastos com publicidade realizados pelo município. ''Curitiba gasta R$ 24 milhões de seu orçamento em publicidade'', afirmou o candidato ao questionar ao atual prefeito como estes valores poderiam ser melhor aplicados. Richa respondeu, negando que os gastos com publicidade cheguem a este montante: ''O senhor está muito mal-informado. Aqui nós não temos TV Educativa. Se formos comparar com a gastança do governo estadual e federal, aí eu quero ver'', atacou.

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