Transporte coletivo será licitado, garante presidente da CMTU no FOLHA Entrevista
Suspenso duas vezes pelo Tribunal de Contas do Estado, o processo licitatório para a exploração do serviço de transporte coletivo em Londrina sairá neste ano. Ao menos essa é a posição do presidente da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), Marcelo Cortez, que em entrevista ao programa FOLHA Entrevista, da MultiTV, admitiu que os imbróglios jurídicos envolvendo a licitação do sistema têm gerado um grande desgaste ao poder público municipal, mas não a ponto de fazer com que a prefeitura desista de adotar esse modelo administrativo para os próximos anos.
Cortez defende que o contrato atual de concessão do serviço feito com as empresas TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina) e Londrisul não atende às necessidades atuais dos usuários, uma vez que remonta de 15 anos atrás, e que o novo modelo licitatório proposto pela prefeitura surgiu após a realização de audiências públicas e sugestões apontadas por uma comissão multisetorial formada por membros do Executivo municipal e representantes da sociedade civil organizada.
"O processo é desgastante, continua sendo desgastante, mas foi me dada uma missão pelo prefeito, e londrinense como sou, vou cumprir. Eu não largo nada no meio, não tenho esse hábito. A licitação vai acontecer este ano, vamos fazer todos os esforços para isso", disse Cortez. "Fizemos a defesa no próprio Tribunal de Contas (responsável pela suspensão do processo) e não descartamos até a ida ao Judiciário para tentar resolver. Nós entendemos que as condições impostas no edital refletem as atuais necessidades do serviço e a melhoria do sistema", complementou.
Confira a entrevista completa:





